sábado, 20 de setembro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
O CRENTE E O NÃO CRENTE
A diferença entre o crente e o
não crente é que o crente crê que o poder divino ou sabedoria divina está fora
dele, e o não crente sabe que o poder divino está dentro dele, partindo do
princípio que cada um de nós faz parte dessa inteligência cósmica criadora.
O não crente possui uma
consciência reflexiva que lhe permite acessar essa sabedoria que vai além do
conhecimento puro e simples. A
sabedoria é o conhecimento transformado pela experiência, o que leva o indivíduo a descobrir a melhor forma de colocar em prática o conhecimento adquirido. O crente tem a
necessidade de acreditar que além dele existe uma entidade que o protege e
cuida dele como “um grande pai protetor”.
Essa necessidade advém, em grande parte, da
incapacidade de se haver com a precariedade da condição humana, na medida em que
somos seres dotados de um corpo perecível e que sabemos sobre nossa própria
finitude e por isso nos sentimos em total desamparo (claro que isso tudo se dá
de uma forma inconsciente).
Além de tudo há uma pergunta
(clássica) para qual não temos resposta: de onde viemos e para onde vamos?
As religiões, de um modo geral
(não sei se todas), se propõem a responder a essa questão de uma forma mágica e
isso conforta proporcionando um alento a
essa sensação de desamparo.
Por Adriana Pinho
Por Adriana Pinho
DESCOBERTAS
Por Adriana Pinho Gomes
Nada mais verdadeiro e legítimo dos
que as descobertas que fazemos por nós mesmo, aquelas verdades que constatamos
por meio de nossas experiências e vivências.
Todos nós temos a capacidade de inferir um
conhecimento, um princípio, uma lei universal a partir da observação da
realidade seja do que for, desde que nos mantenhamos com a mente aberta. O
problema é a estagnação da percepção. Somos treinados para desconsiderar nossa
percepção.
A nossa educação estimula apenas a memorização e a repetição, não nos instigando a análise científica dos fatos. Sofremos um adestramento cognitivo que bloqueia nosso potencial criativo e aniquila nosso poder de discernimento. De um modo geral somos levados a recalcar nossas percepções para “nos adequarmos” ao senso comum.
Por outro lado, a inteligência
somente se manifesta em sua totalidade quando existe autoconhecimento, ou seja,
o entendimento profundo do processo individual da nossa subjetividade.
Descobri
muito jovem ainda, graças a Deus, que ninguém faz nada por nossa causa, seja
para o bem ou para o mal.
Todos nós agimos para satisfazer
necessidades próprias sejam elas provenientes de vaidade, narcisismo, medo,
culpa, compaixão etc..., tudo, no intuito de sermos reconhecidos e
aceitos, e de preferência amados.
Só podemos
agir por genuíno altruísmo quando atingimos um grau mais profundo de
consciência a respeito de como se dá o processo da vida e as relações humanas,
compreendendo que somos todos um. Tudo o que faço ao outro, seja para o bem ou
para o mal lança no universo uma energia que de algum modo, em algum momento
ela volta para você (tudo é onda e não apenas partícula - a física quântica já explica isso).
Percebo também que a comunicação
entre os humanos é absolutamente precária. Outro dia ouvi uma frase muito
interessante, ”sou responsável pelo o que eu disse não pelo que o
outro ouviu”.
Ou seja,
tudo o que chega até nós, passa pelo
filtro do nosso conjunto de crenças e valores, que será influenciado
pelo nosso estado emocional.
Aquilo que nos foi dito ou o
acontecimento em questão vai nos remeter a algo do nosso inconsciente.
Enfim,
mais uma vez o maior ou menor grau de consciência, a respeito de nós mesmo, é
que vai ajudar a entendermos a realidade de fato.
Projetamos no outro nossos
sentimentos, nossas frustrações, nossa raiva. Enfim, toda a gama de questões
inconscientes não elaboradas por nós.
Alguém que
nos lembra como nosso pai nos
repreendia, como nossa mãe nos olhava com carinho, ou alguém que tem a
aparência familiar, que nos lembra, por exemplo, uma tia querida, também
nos leva à projeção.
O que significa que não enxergamos o
problema em nós mesmos, mas colocamos no outro ou, ainda, idealizamos o outro.
Essa projeção leva o indivíduo a uma conduta
delirante. Por isso, a precariedade das relações humanas. (APG em
setembro de 2014)
domingo, 23 de fevereiro de 2014
terça-feira, 17 de setembro de 2013
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