sábado, 8 de novembro de 2014

Liberdade


 




 

 

Tudo falta na ausência de liberdade

mas uma vez  conquistada,  a paz  vem espontaneamente, com  a suavidade de uma paina que paira no ar e experimenta o gozo da queda livre e repousa docemente sobre as águas douradas de um lago ensolarado.

(Adriana Pinho Gomes)

Linda canção





CAMINHOS SEM VOLTA

Quero caminhos sem volta...

Que me levem ao encontro de mim mesma.

Que me levem a romper com velhos hábitos, com padrões de pensamentos e comportamento que atravancam minha caminhada.

Quero novos caminhos que me levem ao destino predestinado para mim, aquele que está escrito nas estrelas.

Quero caminhos sem volta que me levem a não cometer os mesmos erros.

Quero caminhos de sol, iluminados e com horizontes amplos...

Voltar atrás, por arrependimento ou depois de pensar melhor, tudo vai depender do quanto se seguiu adiante.

O tempo pode ter apagado as pegadas deixadas no caminho, as migalhas de pão podem ter sido devoradas pelos pássaros ou dissolvidas pela chuva, as árvores crescem, a vegetação se modifica, floresce, as folhas caem, os galhos ressacam, tornando assim, o caminho um dia percorrido na ida, irreconhecível na volta.

 Enfim, os caminhos de volta nunca serão os mesmos...

Prefiro caminhar seguindo em frente, porque é para frente que se anda.
Adriana Pinho Gomes 

sábado, 18 de outubro de 2014

Os olhos desejam,
                     os ouvidos sentem
Adriana Pinho

segunda-feira, 29 de setembro de 2014




O amor dos animais. O encontro com a inocência no seu estado mais puro  

Por Adriana Pinho

Meu amor não é "parte minha"

Não se parece comigo

Não tem meu DNA

Não me tornará "imortal"

Não cumprirá a "missão de tornar realizados sonhos meus"

Não terá a sina de repor o trabalho dado com realizações compensatórias

Não me causará decepções


Não correrá o risco de se tornar um zumbi onde deposito minhas projeções

Meu cachorro não é meu filho

É apenas amor

A minha dedicação a ele é de puro desprendimento e exige a consciência de que tenho nas mãos um ser vivo inteiramente vulnerável pela sua simples e própria condição de animal irracional.

 
 Ele é amor por definição, uma vez que a sua pureza e forma de  interagir despertam em mim, inexoravelmente,  amorosidade e doçura.

 E para que isso aconteça eu preciso apenas olhar para ele e poderia ficar assim por tempo infinito, vendo ele brincar, dormir, correr, latir bravo "me dando ordens", fazer bagunça, comer, tomar água, fazer charminho, virar a barriguinha pra cima pedindo carinho ...


OBS: A inspiração desse texto veio por cansar de ouvir pessoas falarem que cachorro é como filho. Quem quer ter filhos tem filhos, não os substituem por cachorros.

sábado, 20 de setembro de 2014




PROFECIA II

Paz, alegria, vitalidade, lucidez
Harmonia
Contemplação 
Serenidade
Carinho
Generosidade
Beleza
Melodia
Rítmo
Cadência
Caminho 
Humor Bom 
Fluidez
Por Adriana Pinho Gomes

domingo, 7 de setembro de 2014

O CRENTE E O NÃO CRENTE


A diferença entre o crente e o não crente é que o crente crê que o poder divino ou sabedoria divina está fora dele, e o não crente sabe que o poder divino está dentro dele, partindo do princípio que cada um de nós faz parte dessa inteligência cósmica criadora.

O não crente possui uma consciência reflexiva que lhe permite acessar essa sabedoria que vai além do conhecimento puro e simples. A sabedoria é o conhecimento transformado pela experiência, o que leva o indivíduo a descobrir a melhor forma de  colocar em prática o  conhecimento adquirido. O crente tem a necessidade de acreditar que além dele existe uma entidade que o protege e cuida dele como “um grande pai protetor”.

Essa necessidade advém, em grande parte,  da incapacidade de se haver com a precariedade da condição humana, na medida em que somos seres dotados de um corpo perecível e que sabemos sobre nossa própria finitude e por isso nos sentimos em total desamparo (claro que isso tudo se dá de uma forma inconsciente).

Além de tudo há uma pergunta (clássica) para qual não temos resposta: de onde viemos e para onde vamos?

As religiões, de um modo geral (não sei se todas), se propõem a responder a essa questão de uma forma mágica e isso conforta  proporcionando um alento a essa  sensação de desamparo.
 Por Adriana Pinho