terça-feira, 10 de abril de 2012

Tarde em Itamarandiba



 
Aquele sol de meio de tarde invandindo a cozinha me trouxe uma sensação de eternidade que há muito tempo eu não sentia.
Os momentos felizes sempre  provocam em mim uma sensação de eternidade,  eternamente lembrada ...
Era de novo a paz em meu corpo.
Sentimento íntegro de estar em harmonia consigo mesmo como parte do todo.
(Por Adriana Pinho Gomes - Itamarandiba em 04.04.2012)

segunda-feira, 9 de abril de 2012


Filme “O preço da traição”
(Adriana Pinho Gomes)

Achei que a temática do filme foi apresentada de uma forma muito realista. O núcleo da trama é a crise de meia idade de uma mulher bem casada, com uma vida conjugal estável e bem estruturada. Ela médica e ele professor que lida diariamente com belas jovens. Incomodada com a forma do marido reagir às presenças femininas, sempre flertando e demonstrando fascínio pela beleza das mulheres que conhece, a esposa  resolve colocar à prova a fidelidade de seu marido. Contrata uma jovem prostituta muito bonita para tentar seduzi-lo.

O que mais me chamou a atenção foi o diálogo que o marido tem com a mulher quando ela confessa a ele o drama que estava vivendo de se sentir insegura por não ser mais jovem e bonita. Diz que se sentia invisível, já não sabia mais quem era.

Na opinião dela (esposa) o marido, pelo contrário, ficava  cada vez mais atraente e sedutor, e seu charme parecia só aumentar na direta proporção do avanço de sua idade cronológica.

Ela expõe com clareza a sua dor, por sinal muito boa a cena do diálogo dos dois. Ele então confessa que sempre admirou com fascínio a beleza feminina, usando a expressão “sou apaixonado pela beleza das mulheres”. Mas afirma que nunca tinha dormido com outra mulher, apenas “flertava”. Diz que teve muitas tentações mas que resistiu a todas. A esposa então grita “mas você teve vontade, desejo”, ele retruca: “sou humano, e voce nunca teve?” ela diz que nunca teve vontade de ficar com outro homem que senão ele. Este confronto é cruel, pois expõe a solidão que aquela mulher sentia diante daquele homem, o qual  amava.

Ele, por sua vez, se sentia incompreendido.

Este é um exemplo de solidão a dois, causado pelo distanciamento entre os amantes, que vai acontecendo aos poucos, ao longo dos anos de convivência.
 Por Adriana Pinho Gomes

Desejo de poder

Por Adriana Pinho Gomes

As mulheres, de um modo geral, têm uma tendência de sempre privilegiar o bem estar do outro, seja marido, filhos, pai, mãe, patrão, etc, esquecendo-se de si mesmas. A capacidade de adaptação da mulher é admirável. Mas em certos casos pode se tornar maléfica, como por exemplo quando convivem com alguém violento. Muitas vezes, dedicamos 100% de nossas vidas em prol de outra pessoa achando que estamos fazendo o bem ajudando um outro ser humano e não percebemos que essa ajuda, pode ser sim, nada mais, do que uma fuga em exercer responsabilidade sobre nossas próprias vidas. É mais fácil cuidar e ajudar o outro do que nos ajudar. Entenda que a ajuda, a qual me refiro, não é uma ajuda saudável de troca, é ajuda dedicada, doentia, mórbida, castradora onde, um ajuda e o outro suga. É muito comum ver mulheres se desdobrarem insanamente para atender maridos (que se comportam como bebês dependentes), filhos adultos, patrões (que se comportam como carrascos) e familiares (aqueles conhecidos chantagistas emocionais), na esperança de se obter algum reconhecimento (doce ilusão...). Penso que o que leva a esse comportamento é o desejo de poder. Esse desejo nasce do medo da solidão, do medo de não ser aceita. O que arregimenta o desejo de poder é sempre o medo, obviamente, inconsciente. Em relacionamentos simbióticos de co-depedencia em que se estabelece a dinâmica do dominador/dominado ou vítima/salvador, uma das pessoas envolvidas de uma forma “torta” e desvirtuada, sempre se sente “poderosa”.  (APG)

domingo, 29 de maio de 2011

Só Deus sabe o quanto me custa ser mulher sem ter parido

ser mulher parecendo não ser

sou mulher cozinhando




sou mulher cuidando

sou mulher apaziguando

sou mulher chorando lágrimas de dor e às vezes sem saber porque

sou mulher amando

sou mulher compreendendo

sou mulher partilhando sentimentos

enfim, não tenho dúvidas, sou mulher.

Adriana Pinho Gomes

sexta-feira, 27 de maio de 2011



Por um segundo de eterna paz, dou todo o meu desassossego

quero de volta a magia, a alegria, sem ter que pagar por isso

quero a gana dos apaixonados

não quero mais saber sem viver

quero viver para saber, sem culpa por estar feliz, por ser digna do prazer

quem quiser vir comigo tem que encarar o bem de bom grado

não quero mais a sabotagem dos aliendados

quero a gratidão pela vida que se tem

quero sorrisos no espelho

e a companhia de parceiros.
Adriana Pinho Gomes







quinta-feira, 14 de abril de 2011



A vida só se faz presente no sentimento


vida é emoção, a ausência do sentir necrosa a artéria vital


São necessários muitos sorrisos para a vida se fazer presente, muitas gargalhadas, lágrimas, olhares acolhedores, toques, abraços, calafrios, arrepios, alegria, ansiedade boa que espera tudo que é querido


É preciso muita confiança, esperança, doçura, compaixão, generosidade


A  inocência há de ser substituída pela consciência



É a nossa salvação.    

Adriana Pinho Gomes

quarta-feira, 6 de abril de 2011

"O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende é com a vida e com os humildes". Cora Coralina